Palavras em Chamas


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A Incendiária: Heidi
Pode ser...:MOnstrinha
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No Espelho:Defeitos, qualidades, uma pessoa normal. Especial apenas sob as lentes do amor (mas quem não é?)
Valores: Fé, Amor, Liberdade,Família, Amizade, Beleza (em todas as suas manifestações), Fantasia, Respeito.
Adimira: Poesia, Música (Clássica, MPB, Rock), Artes Plásticas, Leitura Saudável, Filmes.
Não se conforma: Mentiras, Falsidade, Indiferença, Emprego, Conformismo.
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Palavras em Chamas

Sábado, Abril 17, 2004

Penúmbra e distorção

Um salão branco com colunas
de mármore puro.
Dividindo este círculo se estende do teto
Um véu fino e escuro.
Deste lado têm-se apenas a consciência
de que algo existe do outro lado
Percebe-se um certo movimento
Escuta-se um ruído abafado
Distingue-se um vulto solitário
(ou talvez seja uma multidão)
Um mundo real quase visível,
mergulhado na escuridão
tão próximo que parece o mesmo
mas de obstruída percepção.

O véu negro e esticado
possui uma irritante transparencia
proporcionando uma observação
incompreensível pela tranferência.
Uma forte luz acende-se ás vezes
por trás dessa cortina encantada
mas apaga-se tão rapidamente
que não se pode compreender nada.
Tenta-se descobrir o que está oculto
utilizando a especulação
mas o véu exibe tantos paradoxos
que este esforço é quase vão.
E cria várias possibilidades
de livre interpretação.

Algumas vezes ao observar
imagina-se que está tudo organizado
mas basta um piscar de olhos
pra ver bagunça por todo lado.
Quando a luz de lá se acende
atravessa o véu por um momento
as duas realidades se cruzam
compartilhando um acontecimento.
Mas essa aparente harmonia
não passa de pura ilusão
pois entre os lados separados pelo véu,
inacessíveis á mútua compreenção,
existe uma muralha milimétrica
e não pode haver comunhão
apenas a teimosa esperança
de, algum dia, enganar esse não.
E quem sabe, entender isso tudo


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postado por: HEIDI COSTA 2:02 PM


Sexta-feira, Abril 02, 2004

Equívoco

Um crime de rosas azuis
e portas brancas.
Uma falsa sensção de de paz
acessível por um toque a mais.
Pobre das portas, das rosas,
que mesmo amorosas...
Pobre do toque esperançoso!
era apenas uma armadilha desleal
machucando a ambos no final.

Um rio de núvens vazias
e pedras macias.
A oferta de um conforto refrescante
Um sussurro quase insinuante
mas o mergulho é um vácuo profundo
Insuportável por sequer um segundo!
A dor vazia de sangue!
Na correnteza que não obedece direção
o descanso era apenas ilusão.

Um labirinto de muros aéreos
e transparentes.
Um disfarce para a dificuldade:
mais um requinte de maldade!
Punindo com desesperança
a inocência da confiança.
Invisíveis horizontes ofegantes!
Vários pensamentos de agonia
e a palavra certa era alegria.

Só isso...


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postado por: HEIDI COSTA 7:18 PM